{"id":354,"date":"2026-01-06T17:55:32","date_gmt":"2026-01-06T17:55:32","guid":{"rendered":"https:\/\/luciacastro.com.br\/?p=354"},"modified":"2026-01-08T17:46:55","modified_gmt":"2026-01-08T17:46:55","slug":"detectando-o-sofrimento-desnecessario-atravesdo-discernimento-entrerealidade-e-imaginacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luciacastro.com.br\/index.php\/2026\/01\/06\/detectando-o-sofrimento-desnecessario-atravesdo-discernimento-entrerealidade-e-imaginacao\/","title":{"rendered":""},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Come\u00e7amos com o reconhecimento de que temos dois mundos ao mesmo tempo; nosso mundo interior, individual, subjetivo, que somente n\u00f3s vivenciamos\u00a0 e o mundo externo que a vida coloca diante de n\u00f3s a cada momento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mundo interno \u00e9 a nossa dimens\u00e3o psicoemocional, que se constitui de enredos particulares, interpreta\u00e7\u00f5es e vis\u00e3o de mundo, seguidos de sentimentos e emo\u00e7\u00f5es correspondentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dimens\u00e3o interior e exterior s\u00e3o vivenciadas simultaneamente e porque, constantemente oscilamos entre ambas, temos a impress\u00e3o de serem uma coisa s\u00f3. Mas apesar de juntas s\u00e3o diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vivendo no modo piloto autom\u00e1tico, n\u00e3o nos damos conta de que nossos pensamentos e sentimentos, n\u00e3o s\u00e3o a realidade objetiva e sim a nossa experi\u00eancia particular diante do que a vida nos apresenta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso que conflitos nos relacionamentos em sua maioria, s\u00e3o desencontros entre diferentes modos de interpretar, pensar e sentir, os mesmos fatos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todos n\u00f3s somos dotados da capacidade de discernimento entre o que \u00e9 real e o que \u00e9 imaginado, por\u00e9m nunca fomos ensinados a desenvolver essa habilidade natural.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E assim, vamos pela vida fazendo uma confus\u00e3o enorme, dando valor de realidade ao que objetivamente n\u00e3o est\u00e1 acontecendo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A confus\u00e3o desfaz quando acessamos nossa capacidade de discernir entre real e imagin\u00e1rio, realidade e fic\u00e7\u00e3o, sempre que algo nos incomoda emocionalmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Come\u00e7amos dando um passo interno para atr\u00e1s da nossa mente pensante, ou seja, para antes do pensamento.\u00a0 Assim se abre um distanciamento, um espa\u00e7o no qual observamos o que pensamos, sentimos, como reagimos e agimos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Exatamente porque temos uma parte que pensa e sente e outra parte que v\u00ea o que est\u00e1 sendo pensado e sentido, \u00e9 poss\u00edvel narrar nossa experi\u00eancia passada bem como narrar o que pensamos, sentimos e como reagimos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vale enfatizar que estamos falando de quando somos afetados emocionalmente, seja desde uma ponta de ansiedade, uma extrema preocupa\u00e7\u00e3o, at\u00e9 um ataque de p\u00e2nico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 claro que existem sofrimentos imposs\u00edveis de evitar. Nosso foco por\u00e9m, \u00e9 justamente no discernimento entre sofrimento autofabricado e sofrimento inevit\u00e1vel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 a diferen\u00e7a entre sofrer pela perda de algu\u00e9m que amamos e sofrer um medo antecipat\u00f3rio de perder algu\u00e9m que amamos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma vez que conseguimos dar o passo para atr\u00e1s da mente pensante, ou para antes do pensamento e ver o que estamos pensando, sentindo, como atuamos e porque, o pr\u00f3ximo passo \u00e9 conferir se nossas interpreta\u00e7\u00f5es e cren\u00e7as t\u00eam consist\u00eancia na realidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 basicamente discernir entre situa\u00e7\u00e3o reaidade, mem\u00f3ria, imagina\u00e7\u00e3o e<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">suposi\u00e7\u00f5es. O Famoso \u201ce si\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sofrimento com base em suposi\u00e7\u00f5es, nasce do medo do que pode acontecer no futuro por causa do que aconteceu no passado, seja na pr\u00f3pria experi\u00eancia ou na experi\u00eancia alheia observada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nossas experi\u00eancias passadas, podem nos dar a sensa\u00e7\u00e3o de certezas sobre o que pode se repetir, porque as cren\u00e7as permanecem intactas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitas vezes repete, porque inconscientemente agimos de modo a confirmar nossas cren\u00e7as e interpreta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 importante reconhecer o qu\u00e3o pouco ou sobre quase nada, podemos ter controle e certezas absolutas na vida, principalmente quando n\u00e3o se trata do funcionamento pr\u00e1tico, funcional da vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro aspecto que n\u00e3o fomos ensinados a discernir, \u00e9 que o\u00a0 \u00fanico ponto do tempo que \u00e9 de verdade, \u00e9 o sempre agora. Nosso corpo n\u00e3o pode estar no passado nem no futuro.\u00a0 Pensamentos e sentimentos cont\u00e9m passado e futuro, mas \u00e9 no sempre agora que vivemos.  <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As etapas da pr\u00e1tica aqui sugerida s\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2022distanciamento interno para olhar <strong>sem cr\u00edtica,<\/strong> o que pensamos e sentimos e como reagimos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2022conferir se o que pensamos, acreditamos e sentimos, est\u00e1 de fato acontecendo agora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2022Reconhecer que controle e certezas absolutas, s\u00e3o ilus\u00f5es para disfar\u00e7ar medos inconscientes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2022Reconhecer que realidade, \u00e9 o que de fato acontece e n\u00e3o o que pensamos, imaginamos e queremos que seja.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8230;uma esposa desconfiada de que o marido a estava traindo com a secret\u00e1ria, nunca falou com ele sobre tal desconfian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No dia em que ele fechou sua empresa, a secretaria se mudou para outro pa\u00eds e ele despareceu sem nunca mais dar not\u00edcias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A esposa entendeu que ele fugiu com a secretaria, mergulhou a si e os filhos em um sofrimento devastador, cheio de \u00f3dio, rejei\u00e7\u00e3o e cr\u00edtica. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um ano depois durante uma obra em um terreno atr\u00e1s da sua casa, acharam o corpo morto do marido ca\u00eddo em um buraco, desde o dia em que ele desapareceu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando nosso conte\u00fado interno sobrep\u00f5e a realidade, passamos a reagir a partir do que pensamos e sentimos, sem considerar que nunca temos a verdade absoluta sobre a realidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como ferramentas para desenvolver o discernimento entre realidade e imagina\u00e7\u00e3o, temos duas perguntas a serem aplicadas, toda vez em que detectamos desconforto emocional em n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">1\u00aa. Pergunta: <strong>Meu sofrimento decorre\u00a0de como penso, sinto e quero que a<\/strong> <strong>situa\u00e7\u00e3o deveria ser, ou decorre do que de fato est\u00e1 acontecendo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa pergunta entra quando, na observa\u00e7\u00e3o do que pensamos e sentimos, conferimos se nossa perspectiva parte da realidade, ou da nossa interpreta\u00e7\u00e3o\/imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2\u00aa. Pergunta: <strong>Do que estou com medo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando detectamos do que estamos com medo, novamente investigamos se o medo tem consist\u00eancia na realidade ou em suposi\u00e7\u00f5es provenientes da nossa cena interna.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aqui reconhecemos que insistir em controlar a realidade e acreditar em certezas absolutas, significa perder no jogo da vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A realidade \u00e9 soberana e quase sempre se imp\u00f5e sobre nossas vontades e nossos desejos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como n\u00e3o nos ensinamos a interromper nossas rea\u00e7\u00f5es autom\u00e1ticas para desenvolver esse discernimento, inicialmente pode parecer imposs\u00edvel e estranho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas se persistimos nessa pr\u00e1tica, acaba se tornando t\u00e3o natural, que passa a ser nosso funcionamento autom\u00e1tico, diante de qualquer tipo de desconforto emocional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ganho que se obt\u00e9m \u00e9 a liberta\u00e7\u00e3o do sofrimento desnecess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O desejo por essa liberta\u00e7\u00e3o surge do reconhecimento de quanto esfor\u00e7o e energia nos custa brigar com o que n\u00e3o podemos mudar, s\u00f3 para impor e manter nossas opini\u00f5es, vontades e vers\u00e3o de como a vida tem que ser.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por\u00e9m, \u00e9 exatamente nesse reconhecimento, que temos a chance de soltar o que atrapalha nosso poder pessoal e nossa seguran\u00e7a interior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>E o que mais podemos chamar de\u00a0felicidade genu\u00edna?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Come\u00e7amos com o reconhecimento de que temos dois mundos ao mesmo tempo; nosso mundo interior, individual, subjetivo, que somente n\u00f3s vivenciamos\u00a0 e o mundo externo que a vida coloca diante de n\u00f3s a cada momento. Mundo interno \u00e9 a nossa dimens\u00e3o psicoemocional, que se constitui de enredos particulares, interpreta\u00e7\u00f5es e vis\u00e3o de mundo, seguidos de sentimentos e emo\u00e7\u00f5es correspondentes. Dimens\u00e3o interior e exterior s\u00e3o vivenciadas simultaneamente e porque, constantemente oscilamos entre ambas, temos a impress\u00e3o de serem uma coisa s\u00f3. Mas apesar de juntas s\u00e3o diferentes. Vivendo no modo piloto autom\u00e1tico, n\u00e3o nos damos conta de que nossos pensamentos e sentimentos, n\u00e3o s\u00e3o a realidade objetiva e sim a nossa experi\u00eancia particular diante do que a vida nos apresenta. Por isso que conflitos nos relacionamentos em sua maioria, s\u00e3o desencontros entre diferentes modos de interpretar, pensar e sentir, os mesmos fatos. Todos n\u00f3s somos dotados da capacidade de discernimento entre o que \u00e9 real e o que \u00e9 imaginado, por\u00e9m nunca fomos ensinados a desenvolver essa habilidade natural. E assim, vamos pela vida fazendo uma confus\u00e3o enorme, dando valor de realidade ao que objetivamente n\u00e3o est\u00e1 acontecendo. A confus\u00e3o desfaz quando acessamos nossa capacidade de discernir entre real e imagin\u00e1rio, realidade e fic\u00e7\u00e3o, sempre que algo nos incomoda emocionalmente. Come\u00e7amos dando um passo interno para atr\u00e1s da nossa mente pensante, ou seja, para antes do pensamento.\u00a0 Assim se abre um distanciamento, um espa\u00e7o no qual observamos o que pensamos, sentimos, como reagimos e agimos. Exatamente porque temos uma parte que pensa e sente e outra parte que v\u00ea o que est\u00e1 sendo pensado e sentido, \u00e9 poss\u00edvel narrar nossa experi\u00eancia passada bem como narrar o que pensamos, sentimos e como reagimos. Vale enfatizar que estamos falando de quando somos afetados emocionalmente, seja desde uma ponta de ansiedade, uma extrema preocupa\u00e7\u00e3o, at\u00e9 um ataque de p\u00e2nico. \u00c9 claro que existem sofrimentos imposs\u00edveis de evitar. Nosso foco por\u00e9m, \u00e9 justamente no discernimento entre sofrimento autofabricado e sofrimento inevit\u00e1vel.&nbsp; \u00c9 a diferen\u00e7a entre sofrer pela perda de algu\u00e9m que amamos e sofrer um medo antecipat\u00f3rio de perder algu\u00e9m que amamos. Uma vez que conseguimos dar o passo para atr\u00e1s da mente pensante, ou para antes do pensamento e ver o que estamos pensando, sentindo, como atuamos e porque, o pr\u00f3ximo passo \u00e9 conferir se nossas interpreta\u00e7\u00f5es e cren\u00e7as t\u00eam consist\u00eancia na realidade. \u00c9 basicamente discernir entre situa\u00e7\u00e3o reaidade, mem\u00f3ria, imagina\u00e7\u00e3o e suposi\u00e7\u00f5es. 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A esposa entendeu que ele fugiu com a secretaria, mergulhou a si e os filhos em um sofrimento devastador, cheio de \u00f3dio, rejei\u00e7\u00e3o e cr\u00edtica. Um ano depois durante uma obra em um terreno atr\u00e1s da sua casa, acharam o corpo morto do marido ca\u00eddo em um buraco, desde o dia em que ele desapareceu. Quando nosso conte\u00fado interno sobrep\u00f5e a realidade, passamos a reagir a partir do que pensamos e sentimos, sem considerar que nunca temos a verdade absoluta sobre a realidade. Como ferramentas para desenvolver o discernimento entre realidade e imagina\u00e7\u00e3o, temos duas perguntas a serem aplicadas, toda vez em que detectamos desconforto emocional em n\u00f3s. 1\u00aa. Pergunta: Meu sofrimento decorre\u00a0de como penso, sinto e quero que a situa\u00e7\u00e3o deveria ser, ou decorre do que de fato est\u00e1 acontecendo? 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O ganho que se obt\u00e9m \u00e9 a liberta\u00e7\u00e3o do sofrimento desnecess\u00e1rio. O desejo por essa liberta\u00e7\u00e3o surge do reconhecimento de quanto esfor\u00e7o e energia nos custa brigar com o que n\u00e3o podemos mudar, s\u00f3 para impor e manter nossas opini\u00f5es, vontades e vers\u00e3o de como a vida tem que ser. Por\u00e9m, \u00e9 exatamente nesse reconhecimento, que temos a chance de soltar o que atrapalha nosso poder pessoal e nossa seguran\u00e7a interior. 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